A prática da pergunta – Pode melhorar isso?

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No livro A história secreta da criatividade, Kevin Ashton diz que “Criar é dar passos, e não saltos: encontrar um problema, resolvê-lo e repetir. A continuação dos passos vence. Os melhores artistas, cientistas, engenheiros, inventores, empreendedores e outros criadores são os que continuaram avançando ao deparar com novos desafios, novas soluções, e novos desafios mais uma vez. A raiz da inovação é exatamente a mesma de quando nossa espécie nasceu: olhar para alguma coisa e pensar –

Pode melhorar isso?”

Nessa direção, eu caminho para melhorar as minhas práticas, e este blog está incluído no contexto. Eu tenho em mente que a escrita, os dados, a informação, o conhecimento,  a comunicação, a colaboração  e a vivência são elementos essenciais deste trabalho. A criatividade e a intuição são forças motrizes para aperfeiçoar as práticas. Como o próprio termo diz – ato de praticar. Escrever aqui, mesmo com tantas outras atividades para fazer, me proporciona um momento de prática.  De fazer a pergunta: posso melhorar isso? 

Na semana passada, eu fui em um evento sobre Ciência aberta, na Escola de Comunicação da UFRJ, organizado pelo Ibict – O Seminário de pós doutorado, Ciência Aberta, Ciência Cidadã, Ciência Comum.  Uma das apresentações que mais me chamou atenção foi de Anne Clinio  sobre ciência cidadã, uma pesquisa realizada sobre este movimento na América Latina. Anne cursou o doutorado no Ibict e a sua tese: Novos cadernos de laboratório e novas culturas epistêmicas: entre a política do experimento e o experimento da política está disponível para consulta. 

Os cadernos de cientistas, de escritores, de inventores são registros de prática. Esse cenário de bastidores, de como os processos de criação acontecem, de como os pesquisadores/autores/criadores  trocam, realizam suas práticas e como são construídas as narrativas. Tanto na ciência, como na literatura ou nas demais artes, os caminhos percorridos, os pontos de viradas e tantos outros pontos que compõem essa constelação, representam um campo sistêmico e os seus movimentos que envolvem e direcionam a prática. 

Nesta perspectiva sistêmica, a  Suzi Spitzer  elenca Cinco princípios da comunicação científica holística  

  1. Interagir com o interdisciplinar
  2. Contar uma história
  3. Fazer a mensagem mais pessoal
  4. Comunicar com as pessoas
  5. Lembrar-se que é um ser humano

Esses princípios convergem com a prática da pergunta que trago para este post, Pode melhorar isso?

Essa reflexão me leva a Galeano… Para que serve a utopia?

A utopia está no horizonte. Eu nunca vou alcançar o horizonte. Se eu caminho dez passos, a utopia vai se distanciar dez passos, e se caminho vinte passos, a utopia vai caminhar vinte passos mais além. Para que serve?  Ela serve para caminhar.

Photo by Meiying Ng on Unsplash

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