Desde que li “Um texto para chamar de seu” de Claudia Perrota, ampliou o meu olhar da fonoaudiologia e sua atuação na escrita. Claudia autora do livro, é fonoaudióloga e realiza atendimentos à pessoas com dificuldade de escrita acadêmica.

Esta foi a primeira lembrança que me veio à mente ao escolher este artigo publicado na Fractal: Revista de Psicologia 

Os autores de As vozes do escrito: sobre leitura e escrita  João Gabriel Lima da Silva e Thiago José de Franco da Silva apresentam uma concepção de escrita baseada em conceitos da obra do filósofo Walter Benjamin para argumentar sobre a escrita e a potência da voz.  

Para responderem a questão central do artigo – O que realiza a escrita frente à voz?  Os autores partem de duas constatações, a primeira, quando lemos ouvimos uma voz que nos narra. Ou seja, o narrador presente na leitura silenciosa nos questiona sobre a materialidade da voz ouvida. A segunda, o ato de escrever subtrai o poder da voz.

“Nós, enquanto leitores, não temos as mesmas vozes que um escritor teve ao criar sua obra. Igualmente, quando escrevemos, também não podemos esperar que alguém leia com nossas vozes – até mesmo porque, se lemos um texto que escrevemos alguns anos atrás, que voz estranha era aquela! Cada leitor evolui seu dialeto de leitura assim como cada escritor elabora sua voz de escrita.”

Confira o artigo!

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